
O que aconteceu com o Titanic ofereceu aos homens de seu tempo, ensinamentos que vinham mostrar a necessidade de providências rigorosas, para dar maior segurança aos passageiros e tripulantes em qualquer emergência, nas viagens transatlânticas. A confiança, que até a data de seu naufrágio, tinha-se na flutuabilidade dos navios com água aberta era tão grande, que quando esse paquete soçobrou, ele só tinha embarcação salva-vidas para apenas pouco mais da metade de seus passageiros e tripulantes. Foram seus proprietários que decidiram que apenas dezesseis botes fossem necessários em um vapor que fora projetado para carregar até sessenta e quatro( em verdade, os proprietários foram até contra o uso de trinta e dois barcos salva-vidas). Concluíram que dezesseis parecia ser uma número adequado para um navio que não poderia afundar. Em parte essa excessiva confiança na capacidade de flutuação do Titanic, baseava-se no fato de que durante os primeiros anos do século XX, das seis milhões de pessoas que haviam atravessado o Atlântico Norte, apenas nove faleceram em acidentes marítimos. Portanto, os homens do tempo do Titanic prendiam-se à enganadora idéia de que somente pela reserva de flutuação podia-se viajar pelo oceano com toda a segurança. Mas tecnicamente esta premissa até existe, pois todo moderno navio de passageiros deve flutuar como dois ou até três compartimentos tomados pela água do mar, e assim não há perigo de afundamento imediato. Mas como já citamos acima, a dimensão do choque do Titanic com o iceberg, jogou pelo chão tudo o que os homens pensavam em matéria de segurança da navegação transatlântica.Contudo depois da então mais terrível das tragédias marítimas, a história dos transportes através do mar, tomaria outros rumos. O Titanic foi um divisor de águas e seu naufrágio foi alvo também de reflexão entre os brasileiros.Na Europa houve manifestações entre as mais diversas organizações ligadas ao mar, tais como a realização de um Congresso Internacional pelas Sociedades de Natação e Salvamento, no dia 27 de abril de 1912, no edifício do Ministério do Comércio, em Paris, no qual o Brasil esteve representado pelo comandante Penido - ex-adido naval naquela capital. O referido Congresso, adotou as seguintes resoluções: - aumento de número de oficiais a bordo dos navios de maneira que cada um não seja obrigado a mais de oito horas de serviço por dia, instalação de aparelhos radiotelográficos em todos os navios, obrigação de toda a equipagem saber nada, fazer compreender ao público, por todos os meios de publicidade, que a segurança no mar é mais importante que o conforto e a rapidez.
1 Comments:
Parabéns.
To ficando orgulho, hehehehe.
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